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Das três coisas que eu mais gosto na vida, a preferida é você…

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Às vezes o amor acaba. O tempo se encarrega de mudar as coisas. E eu não me refiro apenas ao amor romântico, mas falo dos sentimentos que enfraquecem com o tempo, como as folhas que caem no final do verão. 

Quando eu era bem pequena, adorava brincar de casinha com minha irmã, quatro anos mais velha que eu. Aos poucos ela foi brincando cada vez menos, prometia vir depois que tudo estivesse pronto, mas nunca aparecia. Um dia eu mesma, sozinha, arrumei as coisas pra brincar, horas de cuidadosa organização, deixando tudo nos lugares certos. Quando, enfim, observei as pequenas peças delicadamente dispostas, dei um longo suspiro: aquilo finalmente deixara de fazer sentido pra mim. Me lembro exatamente do momento em que deixei de amar meus brinquedos de menina. 

Anos mais tarde, deixei de gostar de umas tantas coisas que me alegravam antes: correr, pular, subir em árvore, pernas esfoladas e cabelos sempre por pentear. Os livros que antes me animavam eu já não lia com tanto entusiasmo. Vieram outros. O menino que eu gostava, de repente cresceu e perdeu a graça.

Na escola a gente vai substituindo os grupos de amigos. Sente o tédio no primeiro emprego, bate aquela vontade de mudar. Muda de casa, muda de cidade, muda de vida. O primeiro namorado, esse quase nunca permanece. Cabelos caem, a moda passa. Nada dura para sempre. O tempo se encarrega de diminuir – ou aumentar – a força dos sentimentos. O tempo muda todos os fatos. Um amor acaba, outros tantos começam, no ciclo interminável de coisas que se transformam.

Um dia cinzento e chuvoso de outono bastou para que eu percebesse – mais uma vez – que algo em mim havia mudado, como a chama tênue da vela se extinguindo lentamente: um sentimento se fora. De novo a mesma sensação da menina que desiste do brinquedo favorito.

Outro amor se acabara dentro de mim…

500 Days of Summer...

As he listened, Tom began to realize that these weren’t stories routinely told. These were stories one had to earn. He could feel the wall coming down. He wondered if anyone else had made it this far. Which is why the next six words changed everything…

Summer:I’ve never told anybody that before.

Tom: – I guess I’m not just anybody…

TPM…

Muito já se falou sobre isso, homens e mulheres, especialistas ou não já tentaram entender suas causas, efeitos, sintomas, tratamento, enfim…

Talvez eu corra o risco de ser apenas mais uma mulher inconformada com um destino inexorável, às voltas com sensações inexplicáveis e fatos incontroláveis. Ou então, talvez eu esteja apenas chateada e fazendo reflexões a respeito do que representa a tal da “tensão pré menstrual” na minha própria vida.

A TPM é uma síndrome e como tal envolve fatores que afetam as mulheres nas esferas biológica, psicológica e especialmente social. Caracterizada por sintomas diversos, que vão de dores de cabeça, nas mamas, enjôos, desordens alimentares, fadiga, retenção de líquidos, até irritabilidade, tensão, alterações de humor, insônia e nos casos mais intensos depressão e distúrbios psicológicos graves, ela se manifesta na vida de mulheres em idade reprodutiva, alterando significativamente sua rotina. As causas da TPM ainda não estão suficientemente esclarecidas, mas a principal hipótese está ligada a questões endócrinas. Não sou absolutamente especialista no assunto e nem é minha intenção tentar explicar o que profissionais da saúde têm muito mais competência que eu para fazer. O que eu quero fazer hoje, é dizer o que a TPM faz COMIGO – e com um grande número de mulheres – todos os meses.

Eu não espero que as outras pessoas entendam, não espero que tenham pena de mim, que sintam raiva, incredulidade ou o que quer que seja. Eu quero dizer que é difícil ter de lidar com a rebelião do seu próprio corpo, sentir dores, inchaço, cansaço, tristeza, irritabilidade, desorientação, sono ou falta dele, fome ou falta dela, ou simplesmente ter vontade de “sumir” no tempo e no espaço, entre um milhão de outras coisas difíceis de sentir. E tudo isso sem imaginar por que, por Deus, você está sentindo tudo aquilo de uma vez só e ao mesmo tempo…

Nesse ponto eu posso antever os sorrisinhos maliciosos, os olhares incrédulos e o ar de dúvida que antecedem a clássica observação: “isso é frescura de mulher”… Fato é que,  como eu já tive oportunidade de dizer em outras ocasiões, é sempre difícil colocar-se no lugar do outro, tentar sentir o que o outro sente, compreender o que o outro vive… desde que a sua própria pele não sinta os efeitos…

Uma observação às mulheres: o que você sente não é “coisa da sua cabeça”. Trata-se de  uma síndrome, perfeitamente explicada e científicamente classificada.  E existe tratamento para atenuar alguns do sintomas. Aos homens, um pequeno aviso: TPM já foi considerada como atenuante – no tribunal – por alguns juízes de bom discernimento. Para um bom entendedor…

Aos seres humanos de verdade, um conselho: um abraço sincero e compreensivo muitas vezes faz toda a diferença.

Sonhos…

Quando você acordar bem cedo hoje
antes mesmo do sol nascer
e sentir desejo de olhar pela janela,
ainda envolvido na doce penumbra
do seu quarto às escuras

Quando você levantar o rosto,
respirar sem pressa,
estender suas mãos,
e afastar as cortinas levemente

Quando seus pensamentos tocarem outros pensamentos
e todas as lembranças se encontrarem
quando seu coração sentir saudade
tocado por uma inexistente presença

é porque mesmo ausentes,
mesmo separados
mesmo distantes
todos os meus sonhos terão voado de encontro aos seus

Paris...

Às vezes quero silêncio
E às vezes quero rir sem motivo, chorar sem motivo
Ser absolutamente boba sem motivo
Eu não quero ter razão todo o tempo
Quero ter direito ao erro, mudar de opinião
Não quero ser forte,
muito pelo contrário.
Quero simplesmente ficar triste
se imaginar que alguém levantou a voz pra mim
além do normal
E bem naquele dia em que eu não acordei muito bem

Quero concordar e depois perceber que discordo
Quero mudar de ideia
Quero não entender a piada
Quero poder me enganar
Quero não entender nada, não saber de nada
não falar nada
Quero o distanciamento, quero o vazio,
precisar de uma mão no meu ombro

Não quero ser capaz de tudo
e muito menos ter a certeza absoluta de que posso tudo
Às vezes eu preciso ser frágil,
Frágil e perdida
Me sentir cansada, me sentir sozinha,
até me sentir inútil
Contanto que ainda me sinta eu

Às vezes quero o desabafo

Ou o que eu quero,
na verdade,
são aqueles silêncios que dizem tudo…

- Amor da minha vida?

- Sou.

- Vem comigo?

- Vou!

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